Estando em época natalícia, o que por si só desinibe o Nicolau que existe dentro de cada um de nós, não podiamos deixar de presentear aqueles que, dia após dia, nos seguem fielmente. Não serão muitos certamente, mas acreditemos que sim! Como se fosse um suponhamos. Ou uma história de Natal. Ou um mistério do Entroncamento.
Também queriamos agradecer, não podendo deixar de sublinhar, o presente dirigido à gerência do blog (não era preciso, obrigado!) que foi o atingir das 2000 visitas.
Confesso que este crescimento desmesurado me assusta, não querendo sequer imaginar o poder do monstro que temos em mãos! A crescer a este ritmo, não sei não... e quem souber que se cuide!
Se continuassemos este post como mandam as regras, depois de uma introdução com pés e cabeça como demonstram os parágrafos anteriores, passariamos agora ao que realmente interessa, o que levaria a que o post ficasse já por aqui. Mas, infelizmente para uns, infelizmente para outros, isso não sucederá.
Imagino-vos a perguntar: "Mas poderá haver presente melhor que a simples colocação de um novo post, independentemente da temática que o mesmo abordará?"
Sim! Que presente melhor que um post? Um post sobre o Pepito!

Pepito é, sem sombra de dúvidas, um dos personagens mais marcantes das últimas décadas na já muito longa história pedoridense e é garantido que o seu nome ficará gravado a ouro na mesma.
Começar por onde?
As histórias são tantas que um post é demasiado modesto, quicá insuficiente, para homenagear tal personalidade, atrevia-me a dizer até (perdoem-me a leviandade), instituição.
Pepito é um homem traumatizado. Mais um homem a quem as infames estradas deste país tiraram o sossego e calmaria de uma vida normal, sossegada... mas não foi isso que o transformou, foi só mais uma gota no já imenso oceano em que se tinha tornado a sua vivência pessoal.
A relação entre Pepito e as substâncias (mais ou menos lícitas) provocadoras de sensações que não estão ao alcance do ser humano
per se, sempre foi estreita, qual Zé Gato e paredes e muros por esse Pedorido fora. Relação essa que é o grande dínamo de todo este estatuto alcançado em tão curto período de tempo. Não é por acaso que o apelidam, frequentemente, de Jim Morrison pedoridense. Para além da notória semelhância física, esconde-se uma personalidade Jim Morrisoniana devastadora.
Sou defensor, há já largos anos, que o Pepito foi abençoado com uma cabaça no lugar do estômago.
Digo isto porque este homem é um verdadeiro
case study, sendo simplesmente fantástica a capacidade de processamento de substâncias esquisitas (para não ir mais longe, justamente pelo simples facto de ser longe) que lá aparecem, estando ainda com saúde para dar e vender.
Quando digo esquisitas, refiro-me nomeadamente e em geral a
after shave e gel de banho, e em específico a outros produtos de higiene pessoal como irão poder ler, se quiserem e ainda tiverem paciência, nos parágrafos que se seguem.
Vou só tentar resumir um pouco da atribulada vida de Pepito, deixando ao cuidado de quem nos lê de relembrar mais histórias e feitos do nosso Jim.
Falemos da semana negra da sua vida em que o Pepito vagueava por Pedorido envergando apenas uma ceroulas brancas e uns sapatos com umas solas de 10 centímetros pertença do seu avô. Rezam as histórias que quando o Pepito acordou do estado de transe em que se encontrava, provocado pela drunfaria, desfez-se da sua indumentária fazendo questão de cortar os sapatos ao meio com um machado, tentando assim que essa semana se apagasse da memória, quer pessoal, quer colectiva. Assim não aconteceu, como aqui fica provado.
Outra muito boa foi quando o Pepito quase sufocava em pleno salão de jogos do 29 após ter introduzido uma bola de bilhar na boca. Parece que enfia-la foi fácil, o mesmo não se podendo dizer da operação contrária. Conta quem viu, que foram momentos de tensão, emoção, drama, tragédia e todos esses adjectivos que caracterizam uma boa notícia da TVI.
Poderia alguma vez não deixar de mencionar os famosos uivos Lingueteiros? Uivos que ainda hoje fazem correr rios de chichi nas camas dos petizes pedoridenses e que atemorizam as almas dos mais incautos.
1O mais que mundialmente famoso "cheirinho à lá Pepito"?
Um momento que ficará guardado para a eternidade é quando o Pepito chega ao balcão do 29 e diz: "Um café com cheirinho!", ao que se apressa o afoito empregado a pegar na garrafa de bagaço, fazendo com que o Pepito tenha uma reacção extemporânea, sacando de uma garrafa de Old Spice e dizendo: "Não é desse, é deste!" e abundantemente rega o café com o seu cheirinho, despejando-o logo de seguida.
Quem se lembra do momento menos, digamos, educado, aquando do funeral de um renomeado pedoridense em que o Pepito do cimo do antigo Muro da Vergonha gritava a plenos pulmões: "Enterrem esse Filho da Puta!!"
Outra história engraçada, voltando a momentos divertidos, foi quando no auge de uma bebedeira, Pepito bebeu uma garrafa de gel de banho, sendo encontrado no chão da casa de banho pelo seu compenheiro de quarto (de referir que esta história se passou em Espanha).
Aterrado de pânico pelo sucedido, o segundo diz: "Vou ligar para o 112!".
Ponto este que tratando-se do Pepito, era completemante vão: "Caga nisso e chega-me o champô!"
Palavras para quê?
Quem souber de mais histórias deste ícone pedoridense, partilhe-as connosco. A comunidade agradece. Faça isto pela sua freguesia! Por si mesmo! Pelo Pepito!
(1) Para quem não tenha reparado, hoje estou com um estilo de escrita muito, podendo até dizer, demasiado, prosaico.
Não sei porquê, mas admito, assumindo a óptica do leitor, que se possa tornar um pouco irritante.
Se chegaram até aqui é porque se calhar não é tão irritante assim. Mas assim de repente, pareceu-me.