Sopas!
Mais uma festa de santo António passada e o que se sente no ar é aquele típico cheiro de Pedorido, principalmente aquele cheiro mais típico da zona do Souto.
Talvez não seja a forma mais agradável de começar, reconheço isso, mas encontro-me num estado de indignação muito grande.
Devo admitir que não fiz os trabalhos de casa e não sei mesmo como correu a festa, por isso conto com a vossa ajuda para me relatarem os podres e as coisas boas daqueles três dias, façam o favor de me informar.
Voltando ao meu estado de indignação o que me irritou mesmo na nossa festança foram os foguetes, aqueles largados após a procissão.
Estava eu no sossego do meu quarto quando ouço um barulho infernal. Nos primeiros dois minutos pensei para mim «que aborrecimento o meu vizinho jantou outro vez feijoada» mas depois lá percebi do que se tratava! Aquilo os primeiros 300 ainda se aguentam mas os restantes…. Parecendo que não começa a ser aborrecido! Aquilo não é mais que pum pum pum e canas por todo lado!
É demais… Senhores e senhoras da comissão de festas pensem nos passarinhos que estavam a incomodar, pensem na poluição, pensem no dinheiro gasto, mas, principalmente, pensem no fator principal… pensem em mim! Este degradante espetáculo ocorre por volta do meio-dia, a essa hora estou eu ainda a repousar, estou a meio da minha meditação e parecendo que não acordar com pum pum pum e estar sozinho na cama ainda incomoda.
Esta lamentável barulheira assemelha-se em tudo ao guião usado pelo David Rê para cravar cigarros. Parece ser só um, só um, ó sôr é só um! Mas nunca é só um, tal como os foguetes quanto finalmente parecia o ultimo lá apareciam mais cinco ou seis seguidos.
Vá, não digo que devam acabar com os foguetes, não… mas, a sério, ao fim de uns dois minutos as pessoas já perceberam a ideia…
Comprem só um terço dos foguetes que parecendo que não até sai mais barato e o resto do dinheiro quem sabe para a próxima festa possa fazer jeito, ou então, aproveito e deixo aqui uma sugestão, com o dinheiro que sobra, podiam vir aqui reparar a luz da minha rua. Não nego a beleza de um poste de eletricidade mesmo inoperacional mas as vezes penso «isto era capaz de ser bem mais espetacular se desse luz» e se calhar ate podia ser mais útil que uns largos minutos de pólvora a rebentar.
Se amanha acordar e me aparecerem uns senhores da comissão de festas a mudarem a tal lâmpada que está a largos meses fundida serei mais que um homem feliz, serei um homem realizado! Talvez tenha mais sorte que estar a espera do pessoal da EDP...
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domingo, junho 13, 2010
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